Senhor meu e Deus meu, preciso vencer a incredulidade!

The_Incredulity_of_Saint_Thomas_by_Caravaggio
A incredulidade de Tomé por Caravaggio.

Um dia depois da ressurreição Jesus apareceu aos seus discípulos. Surpresos e aterrorizados por pensar estar diante de um espírito, não sabiam o que fazer, ou como reagir. Conhecendo seus corações, Jesus eliminou as dúvidas que lhes causavam tanta perturbação ao dizer: “Vede as minhas mãos…”. (Lucas 24.36-39)

Somos seres racionais, e quando estamos diante do inexplicável, nossa mente se confunde, temos medo, desconfiamos. Um dos sentidos mais poderosos que temos, a visão, é capaz de reestabelecer o caos gerado pelo inexplicável. Quando vemos algo, podemos avaliar, nos preparar, enfrentar, ou simplesmente ignorar.

Clique aqui para ouvir

Mas há momentos que nem mesmo a visão é suficiente para crer em algo. Aconteceu com os discípulos, e acontece conosco ainda hoje. Vemos os milagres, os testemunhos, lemos a Palavra de Deus, e ainda assim nos perturbamos. Temos dúvidas e medos diante da inexplicável e pobre experiência cristã que vivemos. As coisas não funcionam, nada da certo, e o pouco que temos conseguido está a ponto de desmoronar.

Já se sentiu assim? Tomé, o discípulo incrédulo, representa a milhares de seguidores de Jesus que não conseguem acreditar apenas vendo as evidencias. Por isso, oito dias depois da primeira aparição, Jesus reaparece entre os discípulos, agora acompanhados por Tomé, e se dirige diretamente a ele: “põe aqui o dedo e vê as minhas mãos.” (João 20.27) Era necessário eliminar essa “pedra de tropeço”, representada pela dúvida e a incredulidade na vida desse cristão antes que a dúvida se espalhasse e prejudicasse o crescimento espiritual dele e de outras pessoas.

Nós vemos as evidencias, mas para muitos de fato, se não “tocarmos” nas mãos de Jesus, não poderemos crer e nem prosperar. Ver e tocar as mãos do Mestre significa entender e aceitar que o crescimento e o êxito do ministério pessoal que pretendemos desenvolver, depende de Jesus. É a mão dele que vai rodar a engrenagem dos nossos projetos. É possível que Tomé estivesse tremendamente frustrado, e que a morte do seu Mestre tivesse destruído toda a suas perspectiva de vida. É possível que Ele, apesar das evidencias, não se imaginava prosperando diante de tão triste e inexplicável realidade que estava vivendo.

O convite do Mestre foi “põe aqui o dedo e vê as minhas mãos.” O labor das mãos permite identificar uma pessoa. Que todos os nossos sentidos estejam atentos às mãos de Jesus, à sua obra, e a à sua vida. Que pela fé toquemos essas poderosas mãos e alcancemos o potencial que Deus planejou para nós.

Paz seja convosco!

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: