Você é um profissional experiente ou repetitivo?

Muitos de nós vive a correria exigida pelo mundo globalizado. Não são todos que conseguem ir além do que aprenderam no início de sua vida profissional. No entanto, isso depende muito da nossa reação diante das adversidades encontradas no ambiente de trabalho e no relacionamento com os colegas e superiores. Damos todo o nosso tempo para o “trabalho” e esquecemos do tempo que precisamos para nós mesmos crescermos nos vários aspectos da vida. Mas ainda há tempo de fazer alguma coisa, ainda dá tempo de “amolar o seu machado”. A história abaixo pode, e deve ser aplicada de maneira que nos proporcione uma mudança de atitude positiva onde quer que estejamos 

Um lenhador chamado Pedro, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se viu sem emprego. Após tanto tempo cortando árvores, ele “entrou no corte”! A madeireira precisou reduzir custos.

Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico, porém, muito franzino, fugia completamente do biotipo de um lenhador. Além disso, o machado que carregava era desproporcional ao seu tamanho. Entretanto, aqueles que conheciam Pedro julgavam-no um ótimo profissional.

Em suas andanças, Pedro chegou a uma área reflorestada que estava começando a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador experiente. E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo do Pedro e, com aquele semblante de selecionador implacável, foi dizendo que precisava de pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de “catadores de gravetos”. Necessitando do emprego, Pedro insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional experiente! Com relutância, o capataz resolveu levar Pedro à área de desmatamento. E só fez isso pensando que Pedro fosse servir de chacota aos demais lenhadores. Afinal, ele era um fracote…
Sob os olhares dos demais lenhadores, Pedro se postou frente a uma árvore de grande porte e, com o grito de “madeira”, deu uma machadada tão violenta que a árvore caiu logo no primeiro golpe. Todos ficaram atônitos! Como era possível tão grande habilidade e que força descomunal era essa, que conseguira derrubar aquela grande árvore numa só machadada? Logicamente, Pedro foi admitido na madeireira. Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via em Pedro uma fonte adicional de lucro.

O tempo foi passando e, gradativamente, Pedro foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que Pedro estava se esforçando cada vez mais. Um dia, Pedro se nivelou aos demais. Tempos depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam…

O capataz que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou Pedro e o questionou sobre o que estava ocorrendo. “Nãosei”, respondeu Pedro, “nunca me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está decaindo”. O capataz pediu, então, que Pedro lhe mostrasse o seu machado. Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de “dentes” e sem o “fio de corte”, perguntou ao Pedro: “Por que você não afiou o machado?”. Surpreso, o lenhador respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que Pedro ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele poderia voltar ao trabalho. O lenhador fez o que lhe foi mandado. Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga: conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.

A lição que Pedro recebeu serve como uma luva para muitos de nós, preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de “amolar o nosso machado”, ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos. Sem saber por que, vamos perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros. Em outras palavras, perdemos o nosso potencial. Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15 minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos na mesma atividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na realidade, ele tem 15 minutos de experiência repetida durante muitos anos.

Experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções com coragem de correr riscos que possam surgir, tendo iniciativa e interesse legítimo. É “perder tempo” para afiar o machado. O mesmo vale principalmente para os relacionamentos pessoais. Quanto tempo você investe nelas?

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