Salvo Para Servir

O Senhor tem um chamado para cada um de nós. Após a demonstração pública de nossa decisão de seguir a Cristo sentimos o Espírito Santo nos impulsionando a compartilhar com as pessoas toda a nossa experiência e alegria. Mas por que essa sensação perde força com o passar do tempo, e deixamos de sentir o mesmo ânimo e disposição para testemunhar? Em Isaías (55) encontramos a graça de Deus oferecida a todos gratuitamente. Na sua palavra o Senhor no convida a usufruir de suas bênçãos e generosidade, e nos adverte sobre os investimentos malsucedidos na hora de priorizar o supérfluo ao essencial.Às vezes nosso ímpeto de fazer o certo, e compartilhar nossas sensações e experiência com Cristo nos distancia da voz do Senhor. Falamos e fazemos o que queremos e como queremos, e em muitas vezes esquecemos de inclinas os nossos ouvidos e ouvir a voz de Deus dizendo como as coisas devem realmente acontecer para que prosperem. Essa atitude geralmente arranha o testemunho que deveríamos dar aos que nos cercam em busca de luz.

Diante de tamanha responsabilidade como cristãos, de testemunhar o amor de Deus, devemos saber e fazer a nossa parte, e confiar que Deus fará a Dele. A palavra é de Deus, e ela flui dos lábios consagrados para transformar a vida das pessoas. Por isso, é importante que o que sai da sua boca não seja as suas palavras, mas sim a Deus.  Mude o rumo da sua vida, ou melhor, retome o rumo que tinha quando levantou das águas uma nova criatura. Ouça a voz do Espírito Santo ensinado o que, e como fazer.

A bíblia nos diz que devemos sair para a nossa missão com alegria, e em paz seremos guiados. Quando isso acontecer as dificuldades se transformação em bênçãos. Jesus entrará na vida das pessoas através de você, falará as suas palavras através da sua boca, enxergará o coração através dos seus olhos, e reerguerá o caído através das suas mãos. O Senhor nos deixou a missão de iluminar, de compartilhar a Sua palavra, faça a sua parte, e Ele cumprirá Suas preciosas promessas.

Salvos para servir, é o tema do texto abaixo extraído do livro A Ciência do Bom Viver. A história revela como dois homens libertos do pecado conseguiram, em tão pouco tempo com Jesus, receber poder para apresentar Cristo aos moradores de sua cidade.

Manhã, no Mar da Galiléia. Jesus e Seus discípulos chegaram à praia depois de uma noite tempestuosa sobre as águas, e a luz do sol nascente banha a terra e o mar como a bênção da paz. Ao saltarem na praia, porém, são recebidos por um espetáculo mais terrível que o mar agitado pela tempestade. De lugares ocultos por entre os túmulos, dois loucos precipitam-se sobre eles, como se os quisessem despedaçar. Pendem-lhes em volta restos de correntes que quebraram para escapar da prisão. Sua carne está dilacerada e sangrenta, os olhos brilham dentre o longo e emaranhado cabelo; o próprio aspecto humano parece haver-se neles apagado. Têm mais a aparência de animais selvagens que de homens.

Os discípulos e seus companheiros fogem aterrorizados; mas logo percebem que Jesus não Se acha entre eles, e voltam-se à Sua procura. Ele está no mesmo lugar em que O deixaram. Aquele que fizera silenciar a tempestade, que havia anteriormente enfrentado e vencido a Satanás, não foge diante desses demônios. Quando os homens, rangendo os dentes e espumando, se aproximam dEle, Jesus ergue aquela mão que, num gesto, impusera calma aos vagalhões, e eles não se podem aproximar mais. Estacam perante Ele, furiosos, mas impotentes.

Com autoridade ordena aos espíritos imundos que saiam deles. Os infelizes homens compreendem estar ali perto Alguém que os pode salvar dos atormentadores demônios. Caem aos pés do Salvador para suplicar misericórdia; mas, quando os lábios se abrem, os demônios falam por eles, bradando: “Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo?” Mat. 8:29.

Os maus espíritos são forçados a libertar suas vítimas, e aos possessos sobrevém uma transformação maravilhosa. A luz brilha em sua mente. Os olhos iluminam-se de inteligência. A fisionomia por tanto tempo desfigurada à semelhança de Satanás torna-se de repente branda, aquietam-se as mãos ensangüentadas, e os homens erguem a voz em louvores a Deus.

Entretanto os demônios, expulsos de sua humana habitação, entraram nos porcos, impelindo-os à destruição. Seus guardadores correm para anunciar o acontecido, e toda a população aflui ao encontro de Jesus. Os dois endemoninhados haviam sido o terror do lugar. Agora, esses homens estão vestidos e em seu perfeito juízo, sentados aos pés de Jesus escutando-Lhe as palavras, e glorificando o nome dAquele que os curara. Mas os que testemunham essa maravilhosa cena não se regozijam. O prejuízo dos porcos lhes parece de maior importância que a libertação desses cativos de Satanás. Em terror, aglomeram-se em volta de Jesus, rogando-Lhe que se aparte deles, no que os satisfaz, tomando imediatamente o barco para o outro lado.

“NEle, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Mas a todos quantos O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no Seu nome.” João 1:4, 5 e 12. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.” Rom. 1:16.

Muito diferente é o sentir dos restaurados possessos. Eles desejam a companhia de seu libertador. Em Sua presença sentem-se seguros contra os demônios que lhes atormentaram a vida e arruinaram a varonilidade. Quando Jesus estava para entrar no barco, mantiveram-se bem próximo dEle e, ajoelhando aos Seus pés, rogam para ficar ao Seu lado, onde poderão ouvir Suas palavras. Mas Jesus lhes pede que vão para casa, e contem quão grandes coisas o Senhor fez por eles.

Ali estava uma obra para eles fazerem – ir a um lar gentio, e contar as bênçãos que haviam recebido de Jesus. Duro lhes é separarem-se do Salvador. Grandes dificuldades os rodearão na convivência com seus conterrâneos pagãos. E o grande afastamento em que tinham vivido da sociedade parece incapacitá-los para esse trabalho. Mas, assim que Ele lhes indica o dever, estão prontos a obedecer-Lhe.

Não somente contaram em sua própria casa e na vizinhança o que dizia respeito a Jesus, mas foram por toda a Decápolis, declarando em toda parte Seu poder de salvar e, descrevendo como Ele os libertara dos demônios.

Embora o povo de Gergesa não tivesse recebido a Jesus, Ele não os entregou às trevas que haviam preferido. Quando Lhe pediram que os deixasse, não tinham ouvido Suas palavras. Ignoravam aquilo que estavam rejeitando. Enviou-lhes portanto a luz, e por meio daqueles a quem não se recusariam a escutar.

Ocasionando a destruição dos porcos, era desígnio de Satanás afastar o povo do Salvador, e impedir a pregação do evangelho naquela região. Mas esta própria ocorrência despertou o povo dali como nenhuma outra coisa poderia ter feito, e atraiu a atenção para Cristo. Conquanto o próprio Salvador partisse, ficaram os homens a quem Ele tinha curado como testemunhas de Seu poder. Aqueles que haviam sido instrumentos do príncipe das trevas tornaram-se condutores de luz, mensageiros do Filho de Deus. Quando Jesus voltou a Decápolis, o povo se aglomerou ao Seu redor, e por três dias milhares de pessoas de todos os arredores ouviram a mensagem de salvação.

Os dois endemoninhados restituídos à razão foram os primeiros missionários que Cristo enviou a ensinar o evangelho na região de Decápolis. Apenas pouco tempo haviam esses homens escutado Suas palavras. Nem um sermão de Seus lábios lhes havia caído nos ouvidos. Não podiam instruir o povo como os discípulos, que tinham estado diariamente com Cristo, eram capazes de fazer. Mas podiam contar o que sabiam; o que eles próprios viram e ouviram e sentiram do poder do Salvador. É isto que pode fazer todo aquele cujo coração foi tocado pela graça de Deus. É esse o testemunho que nosso Senhor requer, e por cuja falta está o mundo a perecer.

O evangelho deve ser apresentado, não como uma teoria sem vida, mas como uma força viva para transformar o caráter. Deus quer que Seus servos dêem testemunho de que, mediante Sua graça, os homens podem possuir semelhança de caráter com Cristo e regozijar-se na certeza de Seu grande amor. Quer que demos testemunho de que Ele não pode ficar satisfeito enquanto todos quantos hão de aceitar a salvação não forem reivindicados e reintegrados em seus santos privilégios como Seus filhos e filhas.

Mesmo aqueles cujo procedimento Lhe tem sido mais ofensivo, Ele aceita plenamente. Quando se arrependem, comunica-lhes Seu divino Espírito, e envia-os ao campo dos desleais para proclamar Sua misericórdia. Almas que têm sido degradadas a instrumentos de Satanás são ainda, pelo poder de Cristo, transformadas em mensageiros de justiça, e mandadas a contar quão grandes coisas o Senhor fez por elas, e como teve compaixão delas.

Livro “A Ciência do Bom Viver”, capítulo 5.

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