Você é resiliente?

Bom dia internauta. Enfrentamos dificuldades diversas durante a vida, e cada uma delas poderá nos mover para direções positivas ou negativas. Diante dessa realidade quel é a sua reação? Sua decisão poderá determinar o sucesso ou o fracasso diante do próximo desafio, e pior que isso, destruir ou arruinar o seu futuro. Recebi por e-mail essa mensagem que fala sobre um termo muito explorado nos dias atuais, mas muito pouco compreendido, a resiliência. Boa leitura, e reflexão sob a sombra do Altíssimo, e tenha um ótimo dia!

O termo “resiliência psicológica” surgiu na década de 60, quando Frederic Flach, estudando sua história de vida e de outros que haviam superado grandes adversidades, emprestou-o da Física e da Medicina e passou a empregá-lo para o ser humano. Desde aquela época, a resiliência tem sido atribuída a pessoas com enorme capacidade de enfrentar desafios, lidar com imprevistos e superar crises sem serem afetados negativamente por elas, ou seja, mantendo seu equilíbrio emocional e conservando sua essência. Em outras palavras, é a rapidez em levantar-se após a queda.

Mas será que quem tem esse dom consegue ser resiliente o tempo todo? Em inúmeros exemplos de vidas lindas, percebemos que os resilientes não são perfeitos (ninguém é) e não são resilientes o tempo todo. Essa qualidade pessoal, que pode ser desenvolvida, ocorre gradualmente e nem sempre é possível ser resiliente em todos os aspectos da vida. É possível que uma pessoa forte assim também se deprima de vez em quando, sofra decepções, enfim, tenha seus momentos obscuros. Mas o que faz a diferença nessas pessoas é a capacidade de voltarem ao seu “estado original”. Suas experiências negativas não influenciam o seu presente e elas não se deixam levar pelas circunstâncias.

A resiliência é um atributo inato do ser humano, o qual se vê bem claramente nas crianças. Quanto aos adultos, que vão perdendo essa capacidade com o tempo, é preciso uma intervenção externa para sua solidificação. A mesma coisa que acontece com a capacidade de ser alfabetizado. Está lá. No entanto, é necessário haver uma intervenção sobre ela para sua potencialização.

Um ótimo exemplo de alguém resiliente é a velocista Ádria Rocha dos Santos, 29 anos, a maior estrela das paraolimpíadas brasileiras, com uma coleção de medalhas de ouro e prata. Atualmente ocupa a terceira posição no ranking mundial. Ela garante que se torna mais resistente a cada dia. Filha de um pedreiro e de uma costureira, Ádria e outros três irmãos, entre nove, têm retinose pigmentar, doença que atinge a retina e pode levar à cegueira. Mineira de Nanuque, a atleta conta que enxergava minimamente e que amargou a discriminação de professores e de colegas por causa da dificuldade em aprender. Superou o drama ao encontrar sua expressão no esporte. Já havia se destacado nas Paraolimpíadas de Seul, quando, aos 15 anos, se deparou com uma gravidez precoce. Casou e abandonou as pistas por exigência do marido.

Aos 18 anos, mais problemas: Ádria ficou completamente cega. A nova realidade fez com que ela juntasse forças para romper um casamento que não era bom e voltar aos treinos. Sem patrocínio, ela sustentava sua filhinha Bárbara vendendo bilhetes de loteria nas ruas de Belo Horizonte. Títulos e medalhas vieram um atrás do outro, até conquistar o primeiro lugar no ranking mundial. Ela detém o recorde de 12 minutos e 34 segundos nos 100 metros rasos, obtido em 2000, em Sydney. “Se ficasse choramingando, usando como desculpa a falta de dinheiro, de visão e de marido, com certeza não chegaria a lugar algum”, diz.

Quem ouve a história de Ádria imagina que seja a mulher-maravilha. Não é. Ela desmoronou quando sofreu uma contusão no joelho e uma cirurgia. “Tive medo de não conseguir mais correr”, revela. Para essas pessoas especiais, porém, um empurrão basta. No caso da atleta, veio da fisioterapeuta Vanda Sampaio. “Ela me acompanhou nos exercícios e me ajudou a recuperar a autoconfiança”.

Para desenvolvermos a capacidade de ser resilientes, precisamos encontrar apoio – mesmo que pequeno – e sentir que alguém acredita em nós. A importância de cercar-nos de bons amigos ou obter ajuda profissional de qualidade deve ser lembrada nessas horas. A esposa ou marido também são um fator determinante. É claro que se dependermos exclusivamente desse apoio temos uma boa chance de nos frustrar. Pois quantas vezes você buscou apoio para alguma idéia brilhante, ou um novo projeto e não encontrou ninguém próximo a você para o apoiar?

Quando já tenho um objetivo claro para minha vida, ou melhor, se possuo minha própria missão de vida, definindo onde estou e onde quero e posso chegar, fica muito mais fácil superar as crises e desafios diários. Se há um propósito maior por trás de tudo que fazemos, conseguimos encontrar a verdadeira motivação, ou seja, nosso motivo para agir.

As pessoas resilientes possuem cinco características que as ajudam a buscar oportunidades em meio aos problemas: proatividade, pensamento positivo, flexibilidade, capacidade de manter o foco e sempre se organizar diante de uma situação complexa. São pessoas que sabem que não podem impedir a desestrutura, mas conseguem dominar a situação, agindo prontamente com consistência.

Você se considera uma pessoa resiliente? Se não é, poderá ser. Não lute sozinho quando encontrar uma dificuldade. Procure ajuda rapidamente e, principalmente, deseje ser forte.

   “O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?” salmo 27:1

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  1. Exemplo de resiliência é José do Egito. Apesar de perder sua liberdade, sua família, ser cativo numa terra estranha, de língua diferente, costumes diferentes, “deuses” diferentes, manteve-se firme e fiel ao Deus de seu pai, de sua gente, dominaram seu corpo, tolheram sua liberdade de ir e vir, mas não conseguiram dobrar a sua mente. mantendo-a firmemente no Senhor dos Senhores, nAquele que criou o Céu, a Terra, o Mar e tudo que nêles há: O SENHOR DEUS DOS EXÉRCITOS.

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