Já pensou seu irmão gêmeo nascer 11 anos depois?

Sempre busco informação pela internet, e achei algo interessante para compartilhar com você. Leia essa matéria publicada no http://www.terra.com.br e reflita no momento em que estamos vivendo com o avanço da ciência, que supera a cada ano os seus limites.

Bethany (esq.) e Megan Shepherd se encontram com a irmã "trigêmea" Ryleigh, que nasceu 11 anos após elas. Foto: Barcroft Media/Getty Images

São 11 anos que separam os nascimentos da pequena Ryleigh Shepherd das irmãs Bethany e Megan. As três jovens inglesas são consideradas, tecnicamente, trigêmeas – já que foram concebidas ao mesmo tempo, por fertilização in vitro -, mas só em dezembro de 2009 é que os pais, que moram em Walsall, no Reino Unido, decidiram que dariam à luz a terceira filha. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

Segundo a reportagem, em 1994, Lisa Shepherd descobriu que suas chances de fertilização natural eram muito pequenas. Ela tomou remédios para aumentar a possibilidade de engravidar, mas nada deu certo. Foi então que tomou uma decisão com o marido, Adrian, e, em setembro de 1998, uma clínica coletou 24 óvulos da mulher.

Pelo menos 14 óvulos foram fertilizados com sucesso , sendo dois implantados no útero de Lisa e os demais foram congelados. O tratamento foi um sucesso e as duas meninas nasceram.

Após nove anos, o casal, feliz com o sucesso do tratamento e um pouco mais livre após o crescimento das gêmeas, decidiu ter mais um filho. “Nós perguntamos às meninas o que elas achavam de ter mais um membro na família, e elas realmente queriam”, diz Lisa ao site.

Ryleigh nasceu em novembro com 3,1 kg e saudável. Segundo a reportagem, especialistas dizem não conhecer outro caso com uma diferença tão grande de embriões fertilizados no mesmo tratamento.

Trigêmeas
Por terem sido fertilizadas no mesmo momento, as meninas podem ser chamadas tecnicamente de trigêmeas segundo a médica Helena Corleta, coordenadora do Núcleo de Reprodução Humana do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Mas o termo causa estranhamento na prática, já que elas não se desenvolveram juntas, no mesmo útero, observa.

Segundo Helena, não há um limite de tempo para o congelamento de embriões, o que diminui o espanto com o caso da menina britânica. Contudo, Helena afirma que o maior tempo entre o congelamento e a transferência do embrião foi cinco anos.

“No momento em que (o embrião) congela, para o metabolismo celular, e ele retorna quando descongela e ele vai readquirir a capacidade de dividir a célula”, diz a médica. Sobre a quantidade de embriões fecundados, Helena explica que hoje em dia o procedimento envolve muito menos óvulos, mas o número ainda é alto. “Congelamos somente embriões muito bons. Temos que congelar pelo menos oito para garantirmos a fertilização”.

A especialista explica ainda que, naturalmente, um óvulo fertilizado tem entre 16% e 20% de se desenvolver um feto, por isso dois embriões foram transferidos no caso de Lisa, o que é bem comum. “O Brasil permite até quatro, mas normalmente transferimos somente dois, o que oferece 40% de chance de gravidez única”.





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