Poucas palavras, muitas lembranças na despedida de um grande líder

Hoje (27/11/09) o pastor Peixoto, a esposa Aparecida, e o filho caçula Joel estiveram no culto especial de despedida na ACeAm. Foi um momento muito importante para administradores, funcionários, pastores e amigos. Alguns tiveram a oportunidade de expressar o carinho e apreço pelo nosso líder que vai presidir a Associação Sul de Rondônia.

Enquanto eu tirava fotos e filmava esse momento senti a emoção na família pastoral diante das manifestações dos colegas e pensei em como isso deve ser positivo para a vida de um ministro. Em um momento sentei e passei a observar aquela cena, e meus pensamentos me levaram a 1987.

Eu estava prestes a completar 11 anos de idade quando comecei a estudar a 5a série no Instituto Adventista de Manaus (IAM). Era um menino agitado e naqueles dias só queria brincar. Apesar de não ser adventista eu já havia me acostumado a assistir os cultos na capela toda semana, e até gostava.

Foi então que vi pela primeira vez um capelão na minha vida. Um home alto, magro, e de feição e expressões alegres. Sempre agitado nos movimentos e fala entusiástica ele iniciava nossas aulas de religião, nos conduzia à capela e cantava com a gente. Com esse jeito o capelão conquistou a turma, e tinha a minha atenção e simpatia.

VEJAS AS FOTOS

Um dia, estávamos na sala de aula e ele entrou muito animado como sempre, a turma estava uma bagunça, mas ele logo tomava o controle. Pela primeira vez eu ouvi falar em batismo da primavera. Nem fazia idéia do que se tratava, mas a descrição empolgante do evento, que contaria com a participação dos desbravadores me eletrizou.

Cheguei em casa dizendo que teria de ir a um evento na praia da ponta negra, e convenci meus pais de me levarem ao IAM no domingo combinado. Cheguei cedo e fui entrando no ônibus. Nosso capelão estava organizando todo mundo, animado, falador e sempre sorridente, esse era o nosso pastor capelão. Apesar de adulto ele realmente buscava se comunicar com as crianças, e isso nos fazia não somente ouvi-lo, mas entende-lo.

Fiquei impressionado naquele domingo. Nunca havia visto uma multidão de gente pronta pra entrar na água e ser batizada. Tudo era muito legal, mas eu não tirava os olhos dos uniformes e faixas dos desbravadores. Definitivamente eu queria ser um. Os anos se passaram e nunca esqueci essas imagens. Minha aproximação com a igreja aumentou, e quanto já estava com quase 14 anos decidi ali, no IAM, em meio a uma semana de oração dar um rumo diferente à minha vida.

Rapidamente me voltei ao presente e percebi que estava acabando aquele momento de discursos. Não pensei duas vezes, eu tinha que compartilhar essa história com os meus colegas, diante do meu capelão. Depois de tantos anos tive a oportunidade de trabalhar com esse homem de Deus que deixou tão boas impressões na minha mente juvenil. De abril a novembro de 2009 pude conhecer mais de perto o pastor Peixoto, e admirá-lo mais ainda.

Nesse mundo cada um tem um papel importante a desenvolver a cada dia, em cada momento. Seja num simples ato de ensinar uma criança no caminho em que deve andar em uma sala de aula, ou presidir e direcionar milhares de fieis na fé na conquista de pessoas para Cristo, todos devemos fazer nossa missão com amor. Amor a Deus, à obra, e às pessoas, empatia e respeito, são lições que permanecerão sempre em minha mente e coração pela vida e testemunho desse grande capelão.

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