A colheita maldita… e a bendita

42-20608848Em 1984 a New World Picture iniciou a distribuição do filme “A colheita maldita” (Children of the Corn) com roteiro de George Goldsmith, baseado em estória de Stephen King.  Na época foram gastos US$ 3 milhões na produção. O sucesso garantiu a continuação com a Colheita Maldita 2 – Os Filhos do Mal (1993) e Colheita Maldita 3 (1994).

A estória apresenta Isaac Chroner (John Franklin), um menino pregador, que vai para Gatlin, Nebraska, e consegue que as crianças assassinem todos os adultos da cidade. Por aí você concluir o gênero terror que permeia essa produção do início ao fim. O que me deixa perplexo é como algo assim pode levar alguém como o menino Nícolas B. a comentar o filme em um site cinéfilo: “Apesar de ter ainda 11 anos sou fã número 1 de filmes de terror. Os filmes A Colheita Maldita 1, 2, 3, 4 e 666 me impressionaram.”

Provavelmente na década em que o filme foi exibido em TV aberta aqui no Brasil, assim como eu, milhares de crianças devem ter sido expostas a esse produto da indústria do terror. Confesso que jamais faria um comentário positivo a respeito, e muito menos consideraria “fã” de tal coisa. Mas algo eu não posso negar, algumas das cenas malignas e satânicas ainda são lembradas por mim quando algo me remete a esse título. Eu não procurei, eu não tinha interesse, ninguém me mandou assistir, era apenas uma criança diante de uma TV ligada.

Assistir televisão às vezes é um ótimo recurso usado para manter as crianças em um único lugar aparentemente “seguro”, mas nem sempre sadio. Aí vem a minha primeira observação. Já é fato conhecido que na maioria dos lares, as crianças são educadas através da TV. Estão sujeitas a todo tipo de ideologias, influências boas e más, princípios distorcidos, sensualidade, violência, pornografia, e etc. Na colheita maldita, o filme, os assassinos eram justamente crianças. Como você tem guardado as entradas da alma dos pequeninos sob a sua responsabilidade? LUCAS 11:34  “São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas.”

Durante toda a nossa vida desempenhamos consciente ou inconscientemente duas funções: semeadores, e ceifeiros.  Quando emitimos uma mensagem, comunicamos algo, é como se estivéssemos “semeando”. Expressamos quase que compulsoriamente às pessoas o que somos, pensamos, os nossos princípios, as crenças, os preconceitos, valores, e etc. Estamos sempre codificando, emitindo e recebendo e decodificando mensagens.

“Dissemos que o objetivo da comunicação é influenciar. Contudo, esta discussão implica que o homem desconhece ou esquece o seu objetivo. Isso não quer dizer que haja um objetivo próprio e que o homem deva estar consciente dele. Quer dizer que há um objetivo na comunicação do qual muitas vezes não estamos cônscios de nossa própria conduta.” David Berlo.

Como afirma o teórico da comunicação de massa supracitado, nossa conduta é indiferente ao objetivo da comunicação. Assim na maioria das vezes crescemos sob o trabalho de “semeadores” bons ou mal intencionados. O tempo passa e as sementes germinam, se tornam árvores e chega à época da “colheita”. O ciclo se repete, e passamos de terra fértil a semeadores, e no final do tempo acabamos todos ceifeiros.

Colhemos a cada dia os frutos do pecado original. Colhemos também os frutos das nossas escolhas, decisões, preferências, atitudes, palavras, comportamentos. Crianças ou adultos somos disseminadores de sementes, e ceifeiros colhendo os frutos bons ou estragados. O objetivo do mal é fazer com que a sua colheita seja eternamente maldita.

Se tentarmos viver uma vida indiferente quando ao fato da batalha espiritual que existe ao nosso redor, já faremos parte daqueles que plantam somente no solo da carne. Passamos a ser materialistas, egoístas, avarentos. Não nos importamos com a condição do nosso próximo. As pessoas passam a ser degraus para a ascensão social e financeira. Nossa colheita vai ser a corrupção e a banalização do templo do Espírito Santo.

A cada dia que passa, a “colheita maldita” se repete na vida daqueles que amam o pecado. Como cristãos em um mundo de pecado, infelizmente provaremos dessa seara. A diferença é que quando estamos buscando a Deus diariamente Ele é poderoso para tirar benção da maldição. Assim as marcas e cicatrizes deixam de representar dor, e se tornam lembranças de um dolorido, mas necessário aprendizado. Então hoje temos uma oportunidade maravilhosa de mudar o nome do filme da nossa vida.

A “colheita bendita” será o resultado na vida de todos os que semeiam no Espírito. Hoje podemos semear coisas boas através da nossa vida, do nosso testemunho, da nossa maneira de se vestir, de se alimentar, de olhar e falar às pessoas. Enquanto semeamos a boa semente, e também compartilhamos essas sementes com o nosso próximo, estamos preparando uma colheita abundante para o futuro. II CORÍNTIOS 9:10  “Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça”.

Lembre amigo leitor que o que está escrito em MATEUS 13:37  “E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem;” Que nos dias que virão pela frente todos nós semeemos a boa semente para podermos ser vistos como filhos de Deus em todos os lugares.

2 comentários em “A colheita maldita… e a bendita

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  1. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. (…)” Gálatas 5: 22 e 23.
    Considerando ainda nosso papel como ceifeiros, Alessandro, somos também responsáveis pelas conseqüências dessas influências, de modo que se os frutos do Espírito de certa forma ficarem mirrados, não amadurecendo e não gerando novas sementes para o nascimento de novas árvores, seremos tomados com aqueles que não terão parte da árvore da vida. Lucas 3:8 diz: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento …”. Significa dizer que a todo momento estamos semeando algo, e logo a colheita será inevitável. No “Dia do Senhor” seremos confirmados, e, se formos achados irrepreensíveis (I Cor. 1:8) certamente seremos tomados com aqueles cujos ramos oriundos da Videira não deixaram de produzir.
    Seja essa nossa oração, meu amigo.

    Abraço.

  2. Pois é. Infelizmente, o terror vende muito. Assim como nas notícias – quanto mais desgraça, quanto mais pessoas morrerem, mais o jornal vende. Assisti filmes de terror algumas vezes, mas depois dos 15 anos. Me lembro de Seven, com Brad Pitt – que assisti na casa de uma amiga da escola. Foi horrível. Tive pesadelo por uns 3 ou 4 meses com as cenas do filme. Especialmente a do cara enfiando um cabo de madeira pelo “fiofó” do sujeito.

    Graças a Deus, na minha infância fiquei livre desses traumas, pois meus pais não me deixavam assistir TV. Nem tinha em casa. Só tive TV aos 13 anos… –

    Se uma criança não tem o poder nem a capacidade de escolher o que assistir, assim como não tem defesa diante dos pedófilos, é fundamental que os pais sejam realmente responsáveis. Que não permitam que crianças tenham liberdade para assistir TV. Aliás, ela está longe de ser uma babá eletrônica. Se for o caso, que se adquira vídeos próprios para cada idade.

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