O leão está solto

42-20948882Já ouvi falar muitas vezes da estória de uma jovem pura e bela, que um dia, ao completar os seus quinze anos pediu um presente especial aos pais. Ela queria passar os primeiros dias do seu aniversário em um cruzeiro. O sonho de consumo foi realizado, a visão do mar, a brisa, a luxúria do navio eram estonteantes. Diz-se que na primeira noite ela trocou olhares com o um belo rapaz que a admirava sem receio algum. Na festa à noite eles finalmente se conheceram e começou o romance dos sonhos daquela moça. Tudo era lindo e maravilho como ela sempre desejou, então não havia motivo para temer e nem recear. Ela então tinha se mantido pura, e tinha a sua fé e os seus princípios cristãos. Mas, a quem ela deveria prestar contas? Quem do seu círculo familiar estaria ali para repreendê-la e pedir satisfações de seus atos? Por um momento ela sentiu receio, mas diante da simpatia, do encanto e beleza do rapaz, ela se entregou a ele naquela noite. A estória acaba quando a jovem acorda e encontra um bilhete que dizia: “foi um prazer lhe trazer para o mundo dos portadores do vírus….”.

A palavra de Deus, em I Pedro 5:8 diz: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”. A atitude e reação natural de uma pessoa diante de um leão feroz é naturalmente de medo, espanto, desespero, e fuga. A grande diferença desse “leão” que anda em derredor na maioria das vezes se apresenta como um inofensivo gatinho. Ele atrai atenção, e como o seu olhar cativante nos convida a acariciá-lo sem restrições. Assim como a jovem da história, muitos de nós nos entregamos às paixões da carne. O que nos interessa é o mais importante. O ilícito se torna aceitável diante da liberdade de escolha, e ausência de repreensão.

Seria muito fácil nos desviarmos do mal quando ele estivesse diante de nós como um leão feroz. Mas ele vem em forma do que nos agrada. Ao invés de fugirmos dele, vamos ao seu encontro embriagados pelas geniais publicidades e propagandas. A questão não é se você pode ou merece, se os outros vão ou não medir você pelo que possui. Essa pressão é um meio pelo qual o “leão” tenta convencê-lo, o faz perder tempo em detalhes efêmeros, enquanto o mais importante precisa ser realizado, posto em prática. E assim vamos deixando de dar atenção ao que realmente importa, deixamos de adquirir o essencial em função do supérfluo.

Na grande verdade, com o passar dos séculos, eu acredito que o “leão” mudou a sua estratégia. O ataque deixou de ser ofensivo, mas não menos letal à vida espiritual. Observe que em vez de devorar, ele agora brinca com as suas vítimas. Consome sim, o seu tempo, a sua atenção, distrai o seu foco. Os meios e as mensagens surgem de todos os lados e nos confundem ao ponto de não percebermos o seu real objetivo. “O Conteúdo de um meio é como a bola de carne que o assaltante leva consigo para distrair o cão da guarda da mente”, Marshal Macluhan. O Espírito Santo continua falando ao ouvido, mas hoje estamos tão distraídos com “o bolo de carne”, que somos incapazes de decidir pelo que é certo.

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